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Como surgiu a previsão do tempo?

No dia 11 de julho de 1887, uma terrível tempestade marcou a história da meteorologia no Brasil. Nessa data, o navio Rio Apa, com cerca de 120 pessoas a bordo, foi pego desprevenido pela chuva no litoral gaúcho. A embarcação, que saíra do Rio com destino a Montevidéu, não conseguiu vencer o vento e as ondas de até 6 m e naufragou. A tragédia causou comoção e ocupou as manchetes dos jornais, que cobraram a organização de um serviço meteorológico nacional.

Até então, as medições – bastante amadoras – aconteciam apenas nas cidades de São Paulo e Rio. Em 1888, isso começou a mudar, com a criação, pela princesa Isabel, da Repartição Central Meteorológica. Hoje, temos radares, satélites e supercomputadores, mas, mesmo assim, há falhas, como as da véspera da chuva que matou mais de 900 pessoas na região serrana do Rio. Os deslizes, no entanto, não apagam a evolução da ciência de prever o clima.

ANTECIPANDO A CHUVA
PREVISÕES SÓ EVOLUÍRAM COM A INVENÇÃO DE INSTRUMENTOS

As primeiras pistas
No século 4 a.C., Aristóteles escreveu Meteorologica, considerado o mais antigo tratado sobre o tema. Mesmo sem tecnologia e apesar de cometer erros, o filósofo grego acertou ao afirmar que o ar quente tende a subir para as altas camadas atmosféricas e que a evaporação é causada pelo calor do sol.

Temperaturas
O primeiro termômetro, de pouca precisão, foi criado por Galileu Galilei (à dir.) nos anos 1590. Em 1714, o alemão Daniel Fahrenheit construiu um aparelho por dilatação de mercúrio com escala para medir temperaturas baixas e altas. Em 1742, o sueco Anders Celsius propôs uma escala centesimal, o que facilitou o uso do termômetro.

A pressão atmosférica
Em 1643, Evangelista Torricelli inventou o barômetro para medir a pressão do ar. O discípulo de Galilei notou que as mudanças na pressão atmosférica tinham ligação com as mudanças no clima. Hoje, sabe-se que uma baixa pressão atmosférica é indício de que uma tempestade está por vir.

Visão do espaço
Em 1960, a Nasa revolucionou ao lançar o primeiro satélite meteorológico, o Tiros I. Mesmo tendo funcionado só por 78 dias, ele conseguiu fotografar uma tempestade tropical, o sistema de nuvens de um grande ciclone e as condições da calota de gelo no golfo de São Lourenço.

Vários observadores
O sucesso da previsão do tempo depende da reunião de dados (pressão, vento, temperatura, nuvens e precipitações) observados em vários lugares. Em 1654, o grão-duque da Toscana, Ferdinando II de Médici, criou a primeira rede de dados meteorológicos, com várias estações pela Europa.

Fórmulas matemáticas
Em 1922, o inglês Lewis Fry Richardson usou seu conhecimento de física para ajudar a meteorologia. No entanto, suas fórmulas eram tão complexas que ele levava três meses para prever o tempo de só 24 horas. Os primeiros computadores deixaram a técnica dele bem mais eficaz.

Transmissão de dados
Para serem úteis, os dados observados pelos especialistas das estações de pesquisa precisam ser rapidamente transmitidos e computados. Nos anos 1830, Samuel Morse contribuiu imensamente ao inventar o telégrafo elétrico, que permitiu um intercâmbio bastante veloz dos dados meteorológicos.

Informação
A partir de 1860, os leitores do britânico The Times puderam acessar diariamente a previsão do tempo. O jornal foi pioneiro na divulgação de dados meteorológicos. Quem organizava essa seção era o navegador e cientista Robert Fitzroy, que viajou pelo mundo com Charles Darwin.

SERÁ QUE FUNCIONA?
FORMAS INUSITADAS DE ADIVINHAR O CLIMA

De olho na lua – Sertanejos brasileiros fazem suas previsões observando o comportamento de animais, da vegetação e dos astros. Segundo eles, a estação será chuvosa quando a primeira lua cheia de janeiro sair vermelha por detrás de uma barra de nuvens.
Observando os animais – Em 2004, nenhuma tecnologia evitou as 226 mil mortes causadas pelo tsunami na Ásia. Seis tribos, porém, escaparam após perceber mudanças no canto de pássaros e na conduta de animais marinhos.
Orelhas de burro – O filósofo grego Teofrasto tinha ideias um tanto esquisitas. No Livro dos Sinais, ele escreveu sobre maneiras de prever a chuva. Dizia ele que, quando um burro abanava as orelhas, era sinal de tempestade.

Planeta Sustentável

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